Nascemos para a Passagem
No Propósito que orienta a vontade dos Homens
O PROPÓSITO QUE OS MESTRES CONHECEM E SERVEM
Visitei
Quem pode dizer isto, sentindo o calor de quem visita e daquele que a recebe?
Vejo nos meus Amigos e Amigas, Gente com Sentimentos Nobres e dos mais variados quadrantes da Espiritualidade.
Vejo Gente ofendida uns com os outros.
Vejo Gente ofendida com Padres, com Políticos, com Professores, com Médicos, com Hospitais, com Locais, com cães, gatos etc.
Ao fim e ao cabo vejo Gente espalhando a Raiva que lhes vai no íntimo e digo, isso é bom.
É bom porque assim não guardam muito rancor na sua Alma.
Mas venho implorar uma visita.
Eu fiz!!
Estava angustiado quando a fiz.
Estava amargurado quando a fiz.
Estava raivoso quando a fiz.
Era noite, especialmente fria, e saí para uma visita.
Uma visita em que iria lastimar a minha vida.
Uma visita em que iria contar da minha revolta.
Uma visita em que iria despejar a minha amargura.
Nem queria saber, se quem eu ia importunar nessa noite, estava disponível para me aturar.
Afinal de contas sou humano, e por uma vez que fosse, ia mesmo na disposição de impor a minha presença.
Estava convidado, é claro que sim!
E fui.
E sentei-me, já a Festa ia alta e poucos se viam, embrenhado cada um no seu grupo.
E esperei que fosse abordado por algum conviva mais atrevido, para “despejar”.
E na noite fria deparei-me com a Maria e conversei com ela.
Desgraçada, o que ela aturou, até metia dó a sua face contorcida, parecia que sentia a minha raiva, a minha angústia, o meu pesar.
Desculpa-me Maria.
Brisa fria percorria o meu corpo nessa noite, estava gelado.
Depois olhei e dei-me conta das horas, e vi a Maria de rosto sereno, já tudo tinha passado.
E vi o teu rosto Maria, já luminoso por me teres escutado.
E do eco do Tempo, ouvi o choro de uma Criança.
E dei-me conta, que enquanto eu zangado,
Tu Maria tiveste tempo de Parir, O Meu Amado.
Estava em Fátima, numa noite 25 de Dezembro de um ano qualquer.
Que Bem que Recebes Maria nessa noite fria, e mesmo que Tenhas visitas de zangados, como Sorris em Nome do Meu Amado.
Paz e Bem
Fernando Neves
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Eu não fiz! Eu não fui!
Sábado, 7 de Agosto de 2010, 23:04:15
Paulo Gervásio